O fexinidazol é um medicamento usado para tratar a tripanossomíase africana (doença do sono), causada pelo Trypanosoma brucei gambiense. É eficaz contra a doença em primeiro e segundo estágio. Algumas evidências também apoiam seu uso na doença de Chagas. É administrado por via oral. Dentre os efeitos colaterais comuns incluem náuseas, vômitos, dor de cabeça e dificuldade para dormir. Outros efeitos colaterais podem incluir síndrome do QT, psicose e baixa contagem de glóbulos brancos. Não há estudos suficientes que comprovem seu uso seguro durante a gravidez ou amamentação. O fexinidazol pertence à família de medicamentos antiparasitários e nitroimidazólicos. Acredita-se que funcione ativando certas enzimas dentro dos parasitas, resultando em sua morte. O fexinidazol foi descrito pela primeira vez em 1978. Recebeu parecer positivo da Agência Europeia de Medicamentos em 2018, sendo aprovado para uso médico nos Estados Unidos em 2021. Consta na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde . O desenvolvimento do fexinidazol se deu por iniciativa da "Drugs for Neglected Diseases initiative" (DNDi), em colaboração com a Sanofi.
Referências