'O Corinthians tem dinheiro, mas gasta errado', diz candidato à presidência

Ex-diretor Sérgio Janikian defen análise das despesas e corte de gastos no clube. Crédito: Sérgio Janikian

“Se Eu fosse Você 3” é o terceiro filme da franquia que entra em cartaz em momento crucial para o brasileiro saber o que é empatia. O simples ato de se colocar no lugar do outro.

Não vou ser ainda mais naive de pedir para um corintiano se colocar como um palmeirense. Mas não dói ao menos tentar entender que explicar a emoção de ser torcedor de um clube para um torcedor desse mesmo clube é desnecessário. E é impossível tentar explicar para quem não é. Essa célebre frase de um palmeirense (que volta a dar nome à sala de imprensa do Nubank Parque) pode ser usada por qualquer clube.

TB, SAO PAULO, SP, BRASIL, 12/04/2026 ESPORTE - CORINTHIANS X PALMEIRAS/ BRASILEIRÃO 2026 - Jogo entre Corinthians e Palmeiras válido pela 11ª rodada do Brasileirão 2026, na Neo Química Arena, zona leste de São Paulo. Foto: Taba Benedicto/ Estadão Foto: TABA BENEDICTO

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Isto é empatia. Algo que aprendi com minha mãe e meu Babbo. O Joelmir Beting homenageado pelo Palmeiras na sala onde hoje Abel Ferreira (que sempre usa esse pensamento do meu pai) tem boas chances de voltar a explicar mais uma boa atuação do rime dele contra o maior rival que, enquanto escrevo, ainda não tem técnico. Nem um futebol à altura do time e do clube e dos gastos. Nem presidentes que os honrassem - Corinthians e contas.

Nas duas comédias anteriores da trilogia, o casal Helena (Glória Pires) e Cláudio (Tony Ramos) troca de corpos. Como o ator, enorme tricolor, conseguiu ser um gigantesco palmeirense no tocante “45 Do Segundo Tempo”, dirigido por Luiz Villaça. Prova do talento de Tony não só como ator. Mas como pessoa que consegue ser aquilo que jamais foi.

Um pouco mais de empatia nas ruas e urnas seria tudo. Mas é como torcer por aquele pavoroso Palmeiras de 2014, que fez de tudo para cair em campo. E sabem lá os Ademires da Guia da bola como não foi rebaixado.

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No mesmo ano em que Paulo Nobre começava a arrumar a nova casa verde que seria reinaugurada. Meses antes de a Crefisa aportar quase tanto quanto os 200 milhões que Nobre botou do bolso e do coração verde que brotou esperança e esse ciclo virtuoso e vitorioso onde só havia vírus e vaias.
O jogo virou. Como “Se Eu Fosse Você”. Como se a desastrada entrevista em 2014 do então presidente são-paulino Carlos Miguel Aidar consumasse na Barra Funda a troca de camisas. Quando ele disse que o rival “se apequenava a cada ano”. E ele ali dava o coice inicial no processo que levou o tricampeão da América e do mundo a estar do jeito que sobrevive em seus piores anos desde 1930.
O jogo pode virar. Como o Palmeiras voltou a ser o que é. Como São Paulo e Corinthians também poderão voltar a ser. Desde que se abram a parceiros. Desde que reconstruam os alicerces corroídos. Usando picaretas como ferramentas. Não escolhendo picaretas como adjetivos.
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