Relatório foi produzido a pedido do presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, que derrubou o canal; ministro Cueva reverteu decisão

Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, determinou exclusão do canal pró-Lula, mas outra decisão reverteu a medida
Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, determinou exclusão do canal pró-Lula, mas outra decisão reverteu a medida · Imagem: Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, determinou exclusão do canal pró-Lula, mas outra decisão reverteu a medida Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

12 out 2026 - 12h57

Imagem da matéria: Área técnica do TSE não encontra fake news em canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais
Imagem da matéria: Área técnica do TSE não encontra fake news em canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais · Imagem: Source: www.terra.com.br

(atualizado às 13h21)

Área técnica do TSE não encontra fake news em canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais
Área técnica do TSE não encontra fake news em canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais · Imagem: Source: www.terra.com.br

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Área técnica do TSE não encontra fake news em canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais
Área técnica do TSE não encontra fake news em canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais · Imagem: Source: www.terra.com.br

- Por: Carolina Brígido

Área técnica do TSE não encontra fake news em canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais
Área técnica do TSE não encontra fake news em canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais · Imagem: Source: www.terra.com.br

Resumo

Área técnica do TSE não encontra fake news em canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais
Área técnica do TSE não encontra fake news em canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais · Imagem: Source: www.terra.com.br

A área técnica do TSE informou não ter encontrado fake news no canal de WhatsApp "Exército de Lula", contestando acusação da campanha de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, o relatório alertou para riscos ao processo eleitoral, como a linguagem polarizadora, o perigo de disparos em massa na reta final e o apagamento de mensagens de setembro, o que prejudicou a análise. O canal, que possui 3 milhões de inscritos e é coordenado por André Janones, chegou a ser derrubado, mas teve a decisão revertida.

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Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, determinou exclusão do canal pró-Lula, mas outra decisão reverteu a medida

Nunes Marques é presidente do TSE Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
Nunes Marques é presidente do TSE Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE · Imagem: Source: www.terra.com.br

Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE e Luiz Roberto/TSE
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE e Luiz Roberto/TSE · Imagem: Source: www.terra.com.br

BRASÍLIA - A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta segunda-feira, 12, em relatório que não foi disseminada informação falsa no canal de WhatsApp "Exército de Lula". No entanto, o documento alerta para alguns riscos que o grupo representa para o processo eleitoral.

Kassio Nunes Marques, presidente do TSE Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE
Kassio Nunes Marques, presidente do TSE Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE · Imagem: Source: www.terra.com.br

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Nunes Marques é presidente do TSE Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
Nunes Marques é presidente do TSE Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE · Imagem: Source: www.terra.com.br

Um dos riscos é a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo, segundo a equipe técnica. O relatório também menciona que mensagens encaminhadas em setembro foram deletadas, gerando dificuldade para a análise das informações difundidas.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE e Luiz Roberto/TSE
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE e Luiz Roberto/TSE · Imagem: Source: www.terra.com.br

Ainda segundo o documento, há, "nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito".

Kassio Nunes Marques, presidente do TSE Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE
Kassio Nunes Marques, presidente do TSE Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE · Imagem: Source: www.terra.com.br

O relatório foi solicitado por Nunes Marques nesta segunda-feira e leva a assinatura do chefe do setor técnico, Frederico Alvim. O documento servirá para subsidiar novas decisões do tribunal sobre o caso. No domingo, 11, o presidente atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e derrubou o canal. Horas mais tarde, o ministro Ricardo Villas Boas Cueva reverteu a decisão. Há expectativa que o caso seja julgado em plenário, mas não há previsão de quando isso pode acontecer.

Segundo a campanha de Flávio, havia disseminação de fake news no grupo - como afirmações de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, estaria envolvido com milícia, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família.

A área técnica do tribunal não encontrou esse conteúdo no canal. "No período examinado (2 a 11 de outubro de 2026), não foram localizadas publicações que reproduzam essas afirmações", diz o relatório.

A área técnica ressalva que publicações de setembro que foram apagadas não foram analisadas. O documento diz, ainda, que "foi localizada publicação de 8 de outubro, à 1h10, na qual o canal afirma que não divulgará "uma única fake news até o final da campanha". O canal tem mais de 3 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG).

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