Quem pretende viajar do Brasil para os Estados Unidos acompanhado de um cachorro precisa verificar as regras sanitárias americanas antes de comprar a passagem. Em 1º de setembro de 2026, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) atualizou a relação de aeroportos que contam com instalações de cuidados de animais registradas pelo órgão, conhecidas como CDC-registered Animal Care Facilities.A lista reúne instalações associadas a oito aeroportos: Atlanta, Dallas/Fort Worth, Los Angeles, Miami, Nova York/JFK, Filadélfia, Seattle-Tacoma e Washington Dulles. A atualização interessa especialmente a viajantes brasileiros porque o Brasil está classificado pelo CDC como país de alto risco para raiva canina, conforme a relação oficial atualizada em abril de 2026.A exigência de utilizar uma instalação registrada pelo CDC se aplica a uma categoria específica: cães vacinados contra a raiva fora dos Estados Unidos que tenham estado, nos seis meses anteriores, em um país considerado de alto risco para a doença.Nesses casos, o tutor precisa fazer uma reserva antecipada em uma instalação registrada pelo CDC, e o cão deve desembarcar no aeroporto associado à unidade reservada. Na prática, isso pode afetar diretamente animais que vivem no Brasil e receberam a vacinação antirrábica em território brasileiro.Portanto, não é correto afirmar que todos os cães precisam entrar nos Estados Unidos por um dos oito aeroportos. A exigência depende do histórico do animal, do local onde foi vacinado e das condições específicas previstas pelas autoridades americanas.Na relação atualizada, o CDC inclui uma instalação no Dallas Fort Worth International Airport (DFW), no Texas. Os cães que utilizarem esse serviço devem desembarcar especificamente nesse aeroporto, conforme as condições da reserva.Seattle também aparece na lista, mas há uma restrição importante: a instalação vinculada ao Seattle-Tacoma International Airport (SEA) aceita atualmente reservas apenas para cães transportados como carga. Animais que viajam na cabine ou como bagagem despachada não podem utilizar essa instalação.Essas diferenças mostram por que não basta escolher um aeroporto que aparece na relação oficial. É necessário confirmar se a unidade aceita a modalidade de transporte do animal e se atende às condições da viagem planejada.Miami (MIA) permanece na lista de aeroportos com instalação registrada pelo CDC. A unidade indicada pelo órgão é a Pet Limo, que pode atender brasileiros cujos cães estejam sujeitos a essa exigência, desde que todos os requisitos sanitários e os procedimentos de reserva sejam cumpridos.Os demais aeroportos da relação são Atlanta, Los Angeles, Nova York/JFK, Filadélfia e Washington Dulles, além de Dallas/Fort Worth e Seattle-Tacoma. Cada instalação possui condições próprias, que devem ser verificadas diretamente nas orientações oficiais antes da emissão da passagem.Em Nova York, por exemplo, o desembarque para a reserva precisa ocorrer no aeroporto JFK. Newark e LaGuardia não são aceitos para essa finalidade. Já em Los Angeles, o CDC informa que o transporte como carga é preferível para ajudar a evitar atrasos no processo de liberação.Para cães vacinados fora dos Estados Unidos que estiveram em países de alto risco nos seis meses anteriores, o CDC prevê exigências específicas. Entre elas está o formulário Certification of Foreign Rabies Vaccination and Microchip, que comprova a vacinação antirrábica realizada no exterior e a identificação por microchip. O documento deve ser preenchido por veterinário e endossado por veterinário oficial do governo do país exportador, conforme as instruções aplicáveis.O microchip precisa ter sido implantado antes da vacinação antirrábica considerada válida para esse procedimento. O tutor também deve preencher o CDC Dog Import Form e, quando exigido, apresentar a reserva confirmada na instalação registrada correspondente ao aeroporto de chegada.A documentação exata depende da situação do animal. Por isso, é importante conferir a lista de requisitos aplicável ao caso concreto, em vez de utilizar apenas uma relação genérica de documentos para viagens internacionais com pets.Outro ponto que exige planejamento antecipado é a sorologia antirrábica. Segundo o CDC, cães estrangeiros vacinados que estiveram em países de alto risco e não apresentarem um resultado válido de laboratório aprovado pelo órgão podem precisar de uma reserva que inclua 28 dias de quarentena após a revacinação contra a raiva nos Estados Unidos.Quando o animal apresenta uma sorologia válida, a quarentena de 28 dias pode ser evitada, desde que os demais requisitos sejam atendidos e os prazos estabelecidos pelo CDC sejam respeitados. A coleta e a análise precisam seguir as condições exigidas pelas autoridades americanas, de modo que o tutor deve iniciar esse planejamento com antecedência.Deixar a sorologia, a documentação ou a reserva para os últimos dias pode comprometer a organização da viagem e gerar custos adicionais.Além das regras americanas, o tutor precisa cumprir as exigências sanitárias brasileiras para a exportação do animal. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) utiliza o Certificado Veterinário Internacional (CVI) para atestar as condições sanitárias do cão e o atendimento às exigências do país de destino.Para viagens aos Estados Unidos, o MAPA informa que a solicitação do CVI eletrônico para cães deve ser feita por médico-veterinário habilitado no Gov.br, entre cinco e dois dias antes do embarque. Para gatos, a janela indicada pelo órgão é diferente: entre dez e três dias antes da viagem. O serviço é gratuito, e o governo informa prazo médio de aproximadamente 48 horas para sua prestação.O certificado brasileiro, porém, não substitui os formulários, as comprovações sanitárias nem a reserva que possam ser exigidos pelo CDC. São procedimentos distintos, determinados pelas autoridades de cada país.O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), por meio do Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS), também mantém orientações para a entrada de animais. O CDC é a principal autoridade federal americana para as regras de importação de cães relacionadas à saúde pública, mas o USDA/APHIS pode estabelecer exigências adicionais em situações ligadas a determinadas doenças animais, como febre aftosa ou miíase por bicheira, conhecida em inglês como screwworm.Por isso, o tutor deve verificar as exigências aplicáveis ao país de origem e à situação sanitária vigente na data da viagem, além de consultar a companhia aérea sobre as condições para o transporte do animal.As regras do CDC sobre as instalações registradas e os aeroportos mencionados nesta atualização são específicas para cães. Portanto, não se deve aplicar automaticamente aos gatos a exigência de reserva em uma CDC-registered Animal Care Facility.Os gatos também precisam cumprir os procedimentos sanitários aplicáveis à viagem internacional. Para o trajeto do Brasil aos Estados Unidos, o MAPA mantém um procedimento de CVI com prazo de solicitação diferente daquele previsto para cães, atualmente entre dez e três dias antes do embarque.O CDC prevê uma exceção específica para determinados cães de serviço vacinados fora dos Estados Unidos. Eles podem entrar por um porto marítimo americano quando viajam em um cruzeiro com a pessoa com deficiência que foram treinados para auxiliar, desde que cumpram os requisitos aplicáveis.Nessa situação, podem ser exigidos documentos específicos, incluindo a certificação de vacinação antirrábica e microchip, uma sorologia válida e o recibo do CDC Dog Import Form com indicação do porto de chegada. Essa exceção não representa uma autorização geral para cães de companhia entrarem nos Estados Unidos por cruzeiros.Para quem sai do Brasil, fatores como o histórico de viagens do cão nos seis meses anteriores, o local da vacinação antirrábica, a validade da vacina, a implantação do microchip e a existência de sorologia válida podem alterar significativamente o procedimento de entrada.Por isso, comprar uma passagem para qualquer aeroporto americano e verificar a documentação somente depois pode criar dificuldades. Para os cães sujeitos à regra das instalações registradas, o desembarque precisa ocorrer no aeroporto associado à reserva, e a unidade escolhida deve aceitar a modalidade de transporte do animal.Antes de emitir o bilhete, a recomendação é consultar simultaneamente as orientações do CDC, do USDA/APHIS, do MAPA e da companhia aérea. As listas e exigências podem mudar, e o cumprimento de uma etapa não garante, isoladamente, a autorização de entrada do animal nos Estados Unidos.Fixo e WhatsApp: (11) 2359-8046 / (11) 94779-8784Site: digitalvistos.com.brInstagram: @digitalvistosInstagram: @influencer.carlossilvaYoutube: Influencer Carlos SilvaTikTok: @influencer.carlossilvaSeja parceiro no blog Passaporte para o Mundo!Entre em contato pelo e-mail ou WhatsApp e seja parceiro da maior assessoria do Brasil e anuncie em nosso Blog:carlos.silva@digitalvistos.com.brFontes oficiais consultadas:Centers for Disease Control and Prevention (CDC)U.S. Department of Agriculture/Animal and Plant Health Inspection Service (USDA/APHIS)Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA/Gov.br).✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Nova regra do CDC impacta a entrada de cães nos EUA para viajantes brasileiros
Nova regra do CDC impacta a entrada de cães nos EUA para viajantes brasileiros · Imagem: Source: entretenimento.r7.com
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Mudanças nas exigências de entrada de animais nos aeroportos dos EUA. Magnific/@pikisuperstar
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Nova regra do CDC impacta a entrada de cães nos EUA para viajantes brasileiros
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