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Investigações criminais, bastidores do poder e a vida política de Brasília
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Candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro durante coletiva após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo
Senadores do PL já traçaram uma estratégia para que o projeto de jornada flexível apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) seja sobreposto à PEC que prevê o fim da escala 6x1, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente em 2026.
Parlamentares da sigla têm procurado interlocutores do mercado financeiro para transmitir o recado de que, mesmo com Flávio Bolsonaro voltando atrás e declarando voto a favor da PEC, uma saída alternativa será construída.
O plano é que, com o apoio da maioria no Senado a partir de 2027, o PL e o próprio Flávio Bolsonaro trabalhem para aprovar o projeto de Marinho, que oferece uma jornada de trabalho baseada em horas efetivamente trabalhadas, sem fixar um teto inferior a 40 horas semanais nem impor o modelo obrigatório de cinco dias de trabalho por dois de folga.
A ideia é que essa proposta reverta os efeitos da PEC, que será votada em primeiro turno no plenário do Senado nesta quarta-feira (14).
Apesar de ter anunciado apoio ao texto, Flávio Bolsonaro reforçou seu posicionamento a favor de uma alternativa que permita maior negociação e flexibilidade nas jornadas de trabalho, além de afirmar que o governo deverá compensar as empresas pelos custos da redução da carga horária.
Até pouco tempo atrás, Flávio se posicionava contra a proposta e seus aliados no Senado tentaram adiar a votação da PEC, sem sucesso.
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