Revista britânica diz que 'estranha economia' do Brasil precisa de uma 'reforma séria' para lidar com o alto custo do crédito.

Revista britânica disse que 'estranha economia do Brasil' precisa de reforma
Revista britânica disse que 'estranha economia do Brasil' precisa de reforma · Imagem: Revista britânica disse que 'estranha economia do Brasil' precisa de reforma Foto: Reuters / BBC News Brasil

23 out 2026 - 11h23

Imagem da matéria: Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist
Imagem da matéria: Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist · Imagem: Source: www.terra.com.br

(atualizado às 14h41)

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist
Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist · Imagem: Source: www.terra.com.br

Compartilhar

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist
Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist · Imagem: Source: www.terra.com.br

Resumo

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist
Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist · Imagem: Source: www.terra.com.br

Segundo a The Economist, nem Lula nem Flávio Bolsonaro têm a firmeza necessária para implementar o ajuste fiscal urgente que o Brasil precisa. Apesar do otimismo do mercado com o senador na disputa eleitoral, a revista considera seus planos de corte implausíveis, além de notar sua rejeição a reformas previdenciárias. Já Lula é criticado pelo descontrole dos gastos públicos. Para a publicação, a resistência política no Congresso e a falta de rigor fiscal dos candidatos frustrarão o mercado.

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist
Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist · Imagem: Source: www.terra.com.br

Revista britânica disse que 'estranha economia do Brasil' precisa de reforma

Imagem da matéria: Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist
Imagem da matéria: Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist · Imagem: Source: www.terra.com.br

Foto: Reuters / BBC News Brasil

Logo do patrocinador
Logo do patrocinador · Imagem: Source: www.terra.com.br

A revista britânica The Economist publicou uma reportagem na quinta-feira (22/10) afirmando que "a estranha economia do Brasil precisa de uma reforma séria" mas que "nem Lula, nem Flávio Bolsonaro têm estômago" para isso.

Governo antecipa calendário e paga Bolsa Família antes do segundo turno da eleição Foto: Agência Brasil / Estadão
Governo antecipa calendário e paga Bolsa Família antes do segundo turno da eleição Foto: Agência Brasil / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

O agregador de pesquisas da BBC News Brasil mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto para presidente no segundo turno, na eleição que será realizada no domingo.

Mega-Sena tem sorteio nesta terça-feira Foto: Daniel Cymbalista/FotoArena / Estadão
Mega-Sena tem sorteio nesta terça-feira Foto: Daniel Cymbalista/FotoArena / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

A reportagem diz que "democratas de todo o mundo estremeceram" quando Flávio Bolsonaro — "filho de um ex-presidente conspirador para um golpe de Estado" — ficou na frente de Lula no primeiro turno. Mas, segundo a publicação, "capitalistas também tremeram, mas de entusiasmo".

Governo antecipa calendário e paga Bolsa Família antes do segundo turno da eleição Foto: Agência Brasil / Estadão
Governo antecipa calendário e paga Bolsa Família antes do segundo turno da eleição Foto: Agência Brasil / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

"Esse foi um veredito contundente sobre a condução econômica de Lula. O crescimento do PIB superou as previsões (pessimistas), o desemprego está baixo e a inflação manteve-se próxima à faixa de 1,5% a 4,5% estabelecida como meta pelo Banco Central do Brasil (BCB)", diz a Economist.

Mega-Sena tem sorteio nesta terça-feira Foto: Daniel Cymbalista/FotoArena / Estadão
Mega-Sena tem sorteio nesta terça-feira Foto: Daniel Cymbalista/FotoArena / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

"No entanto, seu descaso com as contas públicas e sua retórica hostil ao setor empresarial assustam os mercados. O superávit primário (ou seja, antes do pagamento de juros) que ele herdou transformou-se em déficit, e o FMI projeta que a dívida pública atingirá 97% do PIB este ano, ante 84% em 2022."

Já Flávio Bolsonaro é comparado a Javier Milei, o presidente argentino que promoveu reformas pró-mercado no seu país "com algum sucesso" mas também "com muita dor", segundo a Economist, destacando promessas do senador de reduzir o número de ministérios, digitalizar o setor público e vender prédios do governo federal.

Mas para a revista, essa reforma prometida pelo senador "é implausível — ele teria sorte se conseguisse metade da economia prometida com tais ajustes".

"Seria preciso um fervor genuíno, ao estilo de Milei, para enfrentar os problemas econômicos do Brasil — problemas que decorrem de uma combinação complexa de gastos públicos elevados, inflação persistente e baixa taxa de poupança."

A Economist afirma que um dos problemas principais do Brasil é o alto custo para se tomar empréstimos no país, fruto das altas taxas de juros e dos altos gastos públicos.

A revista afirma que nenhum governo recente atacou o problema dos altos gastos públicos, e que Lula não foi diferente.

"A única saída para essa confusão é o ajuste fiscal — o famoso 'aperto de cintos'. Isso reduziria a inflação, diminuiria a taxa de juros real e liberaria capital para usos produtivos", diz a Economist.

"A equipe de Bolsonaro fala, em tom reservado, sobre reformas, mas o próprio candidato rejeitou mudanças no sistema previdenciário ou nos mecanismos de indexação."

"Se Lula protagonizar uma virada surpreendente no segundo turno, é improvável que ele subitamente se torne um defensor do rigor fiscal", diz a revista.

A Economist afirma que "qualquer presidente teria dificuldade em convencer três quintos dos membros de ambas as casas do Congresso — quórum necessário para desmontar as amarras constitucionais que impulsionam os gastos".

"O mercado talvez prefira Bolsonaro a Lula; mas, seja quem for o eleito, o resultado acabará sendo uma decepção", conclui a reportagem.

BBC News Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC News Brasil.

Compartilhar

TAGS

Flávio Bolsonaro Notícias