Ancelotti elogia mudança no limite de estrangeiros do Brasileirão: "Muito positiva"

Com o mercado aberto a estrangeiros nos últimos anos, os clubes do Brasil passaram a garimpar talentos na América do Sul com mais frequência. Muitas vezes, achavam ter encontrado ouro, mas estavam enganados.

A busca por um novo Messi começou pouco depois de o argentino se tornar um astro na Espanha. Entre os que desembarcaram no Brasil, ninguém chegou perto do camisa 10.

Nos próximos anos, os clubes brasileiros precisarão ser mais certeiros em suas investidas por jogadores de fora, já que a CBF aprovou uma norma que restringirá o número de estrangeiros nos torneios nacionais – hoje, são nove por partida, mas serão só cinco em 2030.
Relembre alguns dos “Novos Messis” que chegaram com grandes expectativas, mas foram embora como frustrações:
Matías Defederico (Argentina)
O argentino, que tinha se destacado no Huracán ao lado de Javier Pastore em 2009, chegou ao Corinthians e foi apresentado com a camisa 10 – num time que, naquele momento, já tinha a estrela de Ronaldo. Foi quem abriu caminho para todos os “Novos Messis” que chegariam ao Brasil na sequência.
Custou cerca de US$ 4 milhões e jamais fez jus às expectativas criadas. Foram só três gols marcados até ser emprestado ao Independiente, em 2011. A carreira nunca deslanchou.
Defederico Corinthians 2010 — Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Estado
Voltou a jogar no Huracán, depois defendeu clubes do Oriente Médio, da Turquia, do Equador, até se aposentar, em 2021, aos 32 anos.
No Brasil, ainda se meteu numa polêmica: o meia alugou um apartamento que pertencia ao técnico Tite, mas deu calote. O caso chegou a ser levado à Justiça e foi encerrado num acordo.
Patito Rodríguez (Argentina)
Patrício Rodriguez, o Patito, foi contratado pelo Santos com o aval de Neymar, em julho de 2012. Tinha chamado a atenção no Independiente, era driblador e parecia ser o parceiro ideal para a principal estrela do país na época.
Patito Rodríguez e Neymar no Santos — Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC
Não deu certo no clube da Vila Belmiro, com poucos jogos e poucos gols. Foi emprestado algumas vezes até deixar o clube em 2016.
Nos últimos anos, construiu uma carreira consistente na Bolívia. Desde 2022, defende o Bolívar, um dos maiores times do país. Nesta temporada, encarou o Fluminense, na Conmebol Libertadores, eliminou o Grêmio nos playoffs da Sul-Americana e esteve em campo nos dois jogos da equipe contra o São Paulo, pelas oitavas do mesmo torneio.
Iturbe (Paraguai)
Iturbe é apresentado oficialmente como atacante do Grêmio
Ainda na base, Juan Manuel Iturbe teria gerado uma disputa entre argentinos e paraguaios para convencê-lo a defender uma das seleções – ele nasceu na Argentina, mas é filho de paraguaios. Surgiu no Cerro Porteño, onde ganhou o apelido de “Messi Guarani”.
Ao contrário de Defederico e Patito, que chegaram ao Brasil ainda jovens, Iturbe já tinha rodado bastante antes de assinar com o Grêmio, em 2023, aos 30 anos.
Defendeu o Porto, Roma, Torino, Pumas... no Brasil, foi mais um que não deu certo. Foram seis partidas e nenhum gol pelo time de Porto Alegre. Voltou ao Cerro, onde ainda joga – inclusive, foi rival do Palmeiras na Libertadores.
Maxi Biancucchi (Argentina)
Dos “Novos Messis” que deram as caras no Brasil, esse é o que tem mais direito de ser chamado assim. Afinal, é primo do craque argentino. Talvez por isso também foi o que teve mais sucesso no país.
Maxi Biancucchi é recebido com festa em aeroporto de Salvador
Fez carreira no Paraguai antes de ser contratado em 2007 pelo Flamengo, onde fez parte do elenco campeão brasileiro em 2009. Mas teve mais sucesso depois, a partir de 2013, quando se mudou para jogar em Salvador.
Primeiro, pelo Vitória. No ano seguinte, pulou para o rival Bahia – o que não foi feito sem polêmica. Pelos rubro-negros, foram 17 gols em 42 partidas; pelos tricolores, 19 gols em 90 jogos.
Parou de jogar em 2019 e vive no Paraguai.
Tiago Luís (Brasil)
O atacante do Santos é brasileiro e entra nesta lista como um bônus. Graças à capa, que se tornou clássica, do jornal Marca, que estampou sua foto com a manchete “O Madrid negocia com o Messi Brasileiro”. Àquela altura, em 2008, o Messi original já fazia história no Barcelona – e os jornais da capital espanhola buscavam um Messi para chamar de seu.
Capa do Marca em janeiro de 2008 com Tiago Luis, "o novo Messi" — Foto: reprodução
O apelido foi dado pelo empresário Wagner Ribeiro, agente do atleta, mas a negociação jamais avançou.
No Santos, marcou o gol do título paulista em 2008, mas depois não conquistou mais espaço. Circulou por muitos clubes brasileiros, como Ponte Preta, Bragantino, Mirassol, Goiás, Paysandu, São Bento...
Aposentado, tem um centro de treinamentos no interior de São Paulo. Ele posta fotos de seu trabalho com crianças nas redes sociais.


